Ijexá: Um ritmo brasileiro
Pedro Paulo Santos
Introduzido no Brasil principalmente através do Candomblé (Culto religioso Afro-Brasileiro), o ritmo Ijexá era praticado durante os rituais e festas das comunidades afro-descendentes. Normalmente se caracteriza pelo canto dedicado a um dos vários Orixá (Deuses) acompanhado de três tambores e agogô, um instrumento metálico que produz dois tipos de sons diferentes.
Com o surgimento dos blocos Afoxé, ganhou as ruas nos carnavais à partir do anos 40.
Dorival Caymmi percebeu sua importância e compôs a canção Afoxé por volta dos anos 50.
Gilberto Gil, ao voltar do exílio em Londres deu a tacada inicial para tornar o ritmo um meio de valorização da cultura negra regional. Assim. compôs a canção Filhos de Gandhi(1973) e tornou-se membro do próprio Afoxé Filhos de Gandhi, que nessa época estava em decadência, ganhando novo impulso com sua iniciativa.
Caetano Veloso foi o primeiro compositor a fazer sucesso com uma canção em ritmo ijexá, Beleza Pura foi gravada no disco Cinema Transcendental(1979). Sua letra fazia apologia a beleza negra e estava sintonizada com os movimentos de afirmação racial.
Gil, em 1985 gravou Touche pas à mon pote inspirado no slogan do movimento
SOS racismo na França. A canção, além de ter uma belíssima letra misturava vários elementos da musica pop com o ritmo ijexá, e ficou bastante conhecida naquele país
Essa história é a verdadeira Pureza da Mistura!
Depois eu conto mais! Se quiser conhecer mais sobre oa Afoxés veja o video abaixo e ouça uma ¨aula¨de ijexá dada por um Mestre da Cultura Popular




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